" MPF manda vídeos em que pastor anuncia semente que cura covid-19 saiam do ar "


 Ministério Público Federal ordenou que o Youtube retire do ar vídeos em que um pastor diz que feijão ajuda na cura da covid-19. Nas imagens, Valdemiro Santiago de Oliveira, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, conta o caso de uma pessoa que teria se curado da doença com o grão.
O pastor Valdemiro ainda estimula que os fiéis comprem sementes vendidas pela igreja no valor que varia de R$ 100 a R$ 1000.
O MPF enviou um ofício pedindo a retirada dos vídeos da plataforma e a preservação dos materiais na íntegra. Além disso, o órgão solicitou que o Ministério Público do Estado de São Paulo investigue possível prática de estelionato por parte de Valdemiro.
Para a Procuradoria, o pastor usou a influência religiosa para obter vantagem pessoal ou em benefício da Igreja, induzindo às vítimas em erro — já que não há evidências científicas do uso de feijão na cura do coronavírus.
Em um vídeo compartilhado no Instagram da Igreja na semana passada, o pastor diz que é mentira que esteja vendendo as sementes. Logo depois, no entanto, Valdemiro menciona o “carnê do semeador”, vendido no site da igreja pelo valor de R$ 153 mensais durante um ano.
O Youtube tem 5 dias para responder se tomou as providências solicitadas pelo Ministério Público Federal. A plataforma de vídeos esclareceu que, desde o início da pandemia, tem trabalhado para tirar do ar conteúdos que propagam desinformação sobre o novo coronavírus.

O que diz o YouTube

Após a divulgação da notícia,  YouTube enviou a seguinte nota à Jovem Pan:
“O YouTube tem políticas claras sobre o tipo de conteúdo que pode estar na plataforma e não permite vídeos que promovam desinformação sobre o COVID-19. Desde o início de fevereiro, analisamos e removemos manualmente milhares de vídeos relacionados a afirmações perigosas ou enganosas sobre o vírus. É nossa prioridade fornecer informações aos usuários de maneira responsável, por isso continuaremos com a remoção rápida de vídeos que violem nossas políticas. Além disso, qualquer usuário que acredite ter encontrado um conteúdo no YouTube em desacordo com as diretrizes da nossa comunidade pode fazer uma denúncia e nossa equipe fará a análise do material.”
*Com informações da repórter Nanny Cox*

Anvisa libera remédio contra Covid-19


Na noite desta quarta-feira (6) um projeto de lei
que dá à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o prazo máximo de 72 horas para autorizar a importação e distribuição de medicamentos para o combate a pandemia do coronavírus já aprovados por agências internacionais.
O placar foi de 75 votos a 1.
O texto praticamente não foi alterado pelos senadores, mantendo a base da matéria já aprovada na Câmara dos Deputados. Com isso, o PL depende agora apenas da sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para entrar em vigor.

Em suma, o projeto transfere o poder de liberação dos medicamentos do Ministério da Saúde para a Anvisa. Para isso, os medicamentos ou insumos têm de estar registrados para distribuição comercial no exterior em um dos seguintes órgãos: Food and Drug Administration (FDA, nos Estados Unidos), European Medicines Agency (EMA, na União Europeia), Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA, no Japão), ou National Medical Products Administration (NMPA, na China). 
O PL passou a chamar ainda mais atenção depois de, na última sexta-feira  (1º), a FDA, agência reguladora americana, autorizar o uso do medicamento remdesivir nos Estados Unidos para tratamento da infecção em pacientes em estado grave devido ao coronavírus. Acredita-se agora que, com a aprovação do projeto, o medicamento possa ser liberado mais rapidamente no Brasil.

Fonte: Cnnbrasil