“Na chegada, o carro do papa Francisco espremido entre táxis e ônibus, num baita engarrafamento na Avenida Presidente Vargas, centro do Rio, enquanto na larga pista ao lado, interditada, não se via uma única bicicleta. Um vexame inexplicável. Logo mais, no Palácio Guanabara, a presidente Dilma, em vez de um singelo discurso de boas-vindas ao papa, puxou e leu um discurso maior do que o da grande estrela do evento. Faltou ‘semancol’. Na mesma noite, enquanto o mundo queria saber a quantas andava o papa no Brasil, o que se via era uma guerra campal entre policiais, vândalos e infiltrados de toda ordem. Uma violência vergonhosa”.
A colunista chega a insinuar que o governo foi culpado pelo alagamento do campo de Guaratiba, previsto para o encerramento da maratona papal. “A culpa é só da chuva?”, fustiga. Ela nem sequer informa os seus leitores que a decisão de realizar a atividade no local foi da cúpula da igreja católica e não do governo. Para Cantanhêde, que até hoje morre de saudades do reinado neoliberal de FHC, todos estes incidentes comprovam a incapacidade dos brasileiros. “Competência zero”, esbraveja.
O complexo de vira-lata fica explícito quando a própria jornalista reforça as críticas maldosas de alguns veículos internacionais, como o New York Times e o Chicago Sun-Times. Este último jornal reflete a magoa da cidade em que é editado, que perdeu a disputa dos Jogos Olímpicos para o Rio de Janeiro. “Perdemos para isso?”, questiona, ressentido. Na sua visão colonizada, a jornalista da “massa cheirosa” dá destaque para a frase preconceituosa do jornal ianque contra o Brasil. Que deprimente!

