democraticamente - informou a agência de notícias Reuters. O Exército do Egito declarou que está pronto para 'sacrificar o sangue' pelo Egito e seu povo 'para defendê-los contra qualquer terrorista'. A declaração foi publicada na página do Conselho Supremo das Forças Armadas (SCAF) na rede social Facebook, segundo a agência de notícias Reuters, três horas após o presidente Mohamed Morsi aparecer na TV estatal defendendo seu governo. Segundo a Reuters, milhares de muçulmanos se reuniram na praça em frente à Universidade do Egito para pedir o fim do ultimato dado pelas forças armadas do país para que Morsi deixe o poder. Nos últimos dias, protestos levaram milhões de pessoas às ruas contra o presidente, eleito após a revolução que derrubou o ex-ditador Hosni Mubarak em 2011.
Após o discurso de Morsi, um porta-voz do grupo opositor Frente da Salvação Nacional disse que a fala do presidente é vista como uma "declaraçao de guerra civil", já que ele ignorou as demandas da oposição que pedia sua renúncia. Na TV, Morsi disse que as eleições que o elegeram foram livres e representativas. "Não deixem eles roubarem a revolução de vocês", falou ele em um claro recado aos seus apoiadores. Mais cedo, Morsi havia pedido que as forças armadas retirem o "ultimato", dado na véspera, para que ele divida o poder com a oposição, e disse que não vai receber ordens. Em seu discurso, ele disse que está tentando fazer com que o Exército volte a realizar suas tarefas normais e que seu primeiro ano de governo foi difícil, pois enfrentou desafios de reminiscências corruptas do "antigo regime". A "legitimidade" é "a única garantia contra o derramamento de sangue", acrescentou. "O presidente Mohamed Morsi garante sua fidelidade à legitimidade constitucional e rejeita qualquer tentativa de desviar dela, e pede às forças armadas que retirem seu alerta, e se recusa a receber ordens internamente ou externamente", disse o Twitter oficial da presidência. Uma fonte militar disse à agência de notícias Reuters que as forças armadas iriam responder. As mortes desta terça ocorreram no distrito de Giza e também deixaram dezenas de feridos, alguns em estado grave, em meio à crise política que paralisa o país e que levou multidões às ruas das principais cidades. Tumultos também eclodiram em outros bairros da periferia do Cairo e na província de Beheira.


