Evangélicos querem estrela gospel e filho de Bolsonaro para Senado

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Resultado de imagem para Evangélicos querem estrela gospel e filho de Bolsonaro para SenadoO primognito de Jair Bolsonaro, o deputado estadual Flavio Bolsonaro, o ex-ministro e bispo licenciado da Universal Marcos Pereira e a estrela gospel Andr Valado, que com a irm pastora Ana Paula Valado lidera a banda Diante do Trono. Eis algumas das cartas na manga de uma frente evanglica que investe no pleito de 2018 para quintuplicar sua presena no Senado.
A ideia saltar dos atuais trs evanglicos na Casa para 15, diz o deputado Sstenes Cavalcante (DEM-RJ), aliado do pastor Silas Malafaia, para quem j trabalhou como diretor de eventos. J na Cmara a proposta pular dos cerca de 80 membros da bancada evanglica para 150, o que daria 30% dos 513 deputados.
Seria um nmero mais condizente com os 32% de brasileiros que se declararam evanglicos em pesquisa Datafolha, e o reforo parlamentar turbinaria a agenda conservadora no Congresso, diz Cavalcante.


“Comeamos a ver dificuldades para nossas pautas -contra legalizao das drogas, casamento gay etc. A gente conseguia vitrias importantes na Cmara e, mesmo com a troca do governo ideolgico do PT pelo do [Michel] Temer, elas travavam no Senado.”
Protesto dos deputados da bancada evang.
Magno Malta (PR-ES), pastor e cantor gospel na Tempero do Mundo, est desde 2003 no Senado. O problema que ele “passou a se sentir isolado”, sobretudo aps o sobrinho de Edir Macedo, Marcelo Crivella (PRB-RJ), deixar a Casa para ser prefeito do Rio.
Evanglicos so 3,7% dos 81 senadores. Sem Crivella, ficou mais difcil unir foras com outras bancadas. “Magno muito de discurso, pancada, front. Crivella era mais de fazer articulao. Seu suplente [Eduardo Lopes, do PRB-RJ] no tem o mesmo traquejo”, afirma Cavalcante.
Acuado, Malta iniciou conversas “para traar metas” com Malafaia e “o pessoal da Universal, da Assembleia de Deus”. Objetivo: indicar “candidatos com chances reais de vitria” e no correr o risco de pulverizar o voto religioso.
Assim chegaram em potenciais chapas para o Senado. No Rio, a preferncia por Flavio Bolsonaro, que em redes sociais se define como “um reacionrio que reage “a tudo o que no presta, como a esquerda”. Candidato a prefeito carioca no ano retrasado, ele frequenta a igreja Batista -ao contrrio do pai, catlico.
Em Minas, Malta tenta convencer o cantor Valado a estrear na poltica. Ele ainda “est conversando com a famlia” sobre isso, afirma Cavalcante.
Outros polticos costuram essa rede eleitoral, como o deputado Antonio Bulhes (PRB-SP), bispo licenciado da Universal que apresentava o talk show religioso “Fala Que Eu Te Escuto” (Record).Ex-ministro de Temer, Marcos Pereira diz que se candidatar ao Senado “no est no horizonte”, mas frisou: “Poltica momento”.
Como neste ano cada Estado eleger dois senadores, o grupo est confiante de que consegue conquistar pelo menos 15 cadeiras. A ideia lanar um nome por Estado.
Lder da Igreja Sara Nossa Terra, por onde j passaram de Eduardo Cunha a Deborah Secco, o bispo e ex-deputado Robson Rodovalho tambm se diz preocupado com a fragmentao do eleitorado evanglico.
A Concepab (Confederao dos Conselhos de Pastores do Brasil), por ele presidida, “vai harmonizar as igrejas em torno de candidatos, para evitar que haja muitos deles com representatividade, mas poucos votos. A ningum entra”, diz.
Aliar-se a outro quinho religioso de peso, o catlico (52% da populao), outra estratgia. O presidente da bancada catlica na Cmara, Givaldo Carimbo (PHS), ter a bno da Concepab.
Pinar gente de fora da poltica tambm ser ttico, afirma Rodovalho. “Importante lembrar que temos nomes empresariais fortes, como o do Flavio Rocha.” O presidente da
Riachuelo frequenta a Sara e j disse Folha, em evento da igreja, que “o Brasil precisa de um liberal de cabo a rabo”.


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